Kom-bu-tchá?!

Atualmente, se tem algo que não sai do feed de notícias das redes sociais é a kombucha (se pronuncia kom-bu-tchá).

A kombucha é uma bebida obtida a partir da fermentação de infusão de folhas de chá (normalmente preto ou verde) com açúcar e um aglomerado simbiótico de bactérias e leveduras (colônia de microorganismos ou zoogleia ou scoby).

A kombucha é uma bebida milenar, bastante consumida na culinária oriental e vem sendo associada a diversos efeitos benéficos na saúde, como: atuação contra artrite, psoríase, constipação, indigestão e hipertensão. No entanto, não existem ainda provas sólidas da sua eficácia.

A kombucha é considerada probiótica (leia a post sobre Lactobacilos vivos e flora intestinal) e com potencial antibiótico. A “mistura” de ingredientes é deixada em repouso para o processo de fermentação da bebida. Após alguns dias, quando quase todo o açúcar for consumido, ocorre a formação de enzimas, vitaminas, ácidos e aminoácidos, e a bebida estará pronta para ser consumida.

A kombucha apresenta duas frações: uma parte líquida parecendo uma solução acidificante (vinagre, por exemplo) e uma película celulósica que flutua à sua superfície (parecendo uma massa de panqueca). Esta nova cultura é removida e colocada num outro recipiente com um pequeno volume de chá fermentado. A bebida remanescente é filtrada e armazenada em garrafas sob refrigeração.

Os consumidores referem-se a kombucha como uma bebida refrescante, levemente borbulhante, doce e azeda, com uma fragrância frugal. Há medida que procede o processo fermentativo, as características organolépticas da bebida sofrem alterações, passando de um sabor agradável, amargo frutado no início da fermentação, para um sabor avinagrado após longa incubação.

Quando a kombucha é envasada, ocorre a carbonatação. Ou seja, o gás carbônico retido no recipiente pode torná-la uma bebida gaseificada. Especiarias, frutas e outros vegetais também podem ser acrescentados para “saborizar” a bebida.

A presença ou não de cafeína na kombucha varia de acordo com o tipo de infusão (erva mate, chá verde, hibisco, etc.).

Vale ressaltar que, assim como o kefir e a moringa, a kombucha não é um medicamento / remédio! Mas sim, uma alternativa saudável para a flora intestinal.

Boa semana!!!

Caroline Pappiani Kom-bu-tchá?!

Nutricionista. Doutora em Ciências. Professora Universitária.